Turismo

ASSAFARGE:

Os centros de interesse da freguesia de Assafarge, motivadores de afluxo turístico, não são muitos nem semelhantes aos existentes noutros locais.

Todavia, esta Freguesia possui alguns cruzeiros e algumas obras de arte na Igreja Paroquial e nas várias Capelas da Freguesia, como se pode ler no Inventário Artístico de Portugal Distrito de Coimbra, de Vergílio Correia, reorganizado e complementando por António Nogueira Gonçalves, em 1952.

A Igreja Paroquial, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, foi ampliada e, diversas épocas, havendo obras em 1872 e algumas mais recentes.

A fachada, do XVIII, apresenta cunhais e empena em cantaria, porta de verga direita e frontão triangular e janela do coro renovado. Segundo se conta, a fachada terá sido puxada a frente. A torre anexa mais isolada é obra nada vulgar nas igrejas rurais do Distrito, de dois corpos, cobertura balbosa, achatada e de base quadrada, cunhais de cantaria, curvos no ângulo e de pilastras na face.

Os altares colaterais são da segunda metade do século XVIII, de duas colunas de tipo usual.

Pedra: Calvário, baixo relevo de Cristo, Virgem e São João, agora na sacristia, gótico dos séculos XV-XVI, secundário, São Pedro, no baptistério, do mesmo tempo: Virgem com o Menino (Senhora do Rosário), da segunda metade do século XVI, graciosa; Santo António, do século XVII, secundário, que foi capela da Envíbora. Pia Baptismal, oitavada, do século XVI.

Cruzeiro – Localizado na povoação, mas deslocado de um ponto inferior. Templete do terceiro quartel do século XVII, em quatro colunas dóricas, entablamento e cúpula singela. Foi tapada a parte posterior. Coluna central sustentando Crucifixo já do século XVIII.

Capela de Santo Amaro, em Carvalhais – Isolada, não longe da povoação, centro de grande romaria. Construção do século XVI, mas reedificada pelo cabido da Sé no século XVIII. Capela-mor de abóbada simples de tijolo. Sobre ela, fizeram neste século um terraço e levantaram uma grande escultura do Coração de Jesus. O alpendre foi modificado.

Cruzeiro, na Abrunheira – Obra do século XVII, formada de quadro colunas dóricas, assentes em parapeito, com entablamento e cúpula simples. Coluna dórica, central suportando o Crucifixo, do mesmo tempo, lendo-se na base respectiva, 1656.
No friso abriram o letreiro ESTA OBRA MANDOR FAZER ANTO JOAO E EVA MOLHER IVILIANA ANTANAS.

Capela de São Silvestre, na palheira Capela Corrente, modernizada, com púpito cilíndrico, tipo século XVI e XVII. Pequena escultura em pedra; de São Silvestre, papa sentado, tendo na mão a férula (cruz alta), tiara e capa, dos século XV – XVI.
Um outro atractivo da Freguesia são as cabanas ou cortelhas, casotas de pedra semeadas por todo, nas propriedades rústicas e que merecem ser observadas. Sobre as mesmas, rederimos o Professor Doutor Vergílio Correia que as define como “construção de pedra solta, sem aparelho algum, casotas trogloditas de calhaus que parecem sahidas de tempos antehistoricos, conservadas por milagre naqueles e ernos. São as cabanas abrigos dos trabalhadores rurais e dos pastores em horas de chuva estugadas e pedraços bravios roncantes…”.

A VISITAR:

• Igreja Matriz de Assafarge
• Capela de Santo Amaro
• Capela da Abrunheira
• Capela de Carvalhais de Baixo
• Capela de Vale de Cantaro
• Capelinha da Palheira
• Igreja da Palheira
• Santo Cristo (Assafarge)
• Santo Cristo (Abrunheira)

ANTANHOL:

A freguesia de Antanhol é contemplada por um vasto património arquitectónico de onde destacamos os seguintes: capela de São Miguel, em Albergaria (que possui uma interessante imagem em pedra, ao estilo gótico, dos inícios do século XVI), capela de Santo António, capela da Cegonheira, os cruzeiros da Cruzinha e do Adro Velho; as Pontes de Antanhol e da Lapa; e os moinhos de água (Valongo).

A Igreja Matriz, cujo actual edifício data do século XVIII, ostenta, numa das suas portas, a inscrição “Ho Santíssimo Sacramento”, o que tem originando alguns equívocos relativamente ao verdadeiro padroeiro da Freguesia. Do seu interior, destacam-se os retábulos adaptados de anteriores talhas e outros ao estilo renascentista, e a imaginária. Deste conjunto, as estátuas de São Bento e da Santa Escolástica remontam à época da fundação (século XVIII); a de Santo Antão, data do século XV, e a de São Sebastião, do século XVI.

A Igreja Matriz do séc. XIV onde, no seu interior existem imagens de São Bento e Santa Escolástica que são do tempo da fundação; a Capela de São Miguel em Albergaria que tem uma bonita imagem de pedra ao estilo gótico que remonta ao séc. XVI; a Cidade da Mata merece uma visita.

No âmbito das atracções turísticas temos também a Capela de Santo António, os cruzeiros da Cruzinha e do Adro Velho, as fontes de Antanhol e da Lapa e os moínhos de água de Valongo. Outro local de interesse é o aeródromo Bissaya Barreto.

A VISITAR:

• Igreja Matriz de Antanhol
• Capela de Nossa Senhora da Conceição
• Capela de São Domingos
• Capela de São Miguel
• Capela de Santo António
• Cruzeiro do largo da Cruzinha
• Cruzeiro do Adro Velho
• Vestigios do acampamento romano
• O Queijo, Antigo Local de Encontros
• Moinhos de água do Valongo
• Antigo Moinho de Vento
• Fonte de Antanhol
• Fonte da Lapa
• Fonte dos Militares
• Fonte da Chapeleira
• Fonte do Valongo
• Fonte e Lavadouro da Cegonheira


EVENTOS ANUAIS
ANTANHOL:

Na Freguesia realizam-se festas em honra do Santíssimo Sacramento, em Setembro, de São Domingos, em Ourubro, de São Miguel, em Novembro, na localidade de Albergaria, de Nossa Senhora da Conceição, nos dias 12 e 13 de Junho, na povoação de Valongo, e de Nossa Senhora de Alegria, em Maio. As marchas populares, a 12 e 23 de Junho, por outro lado, são igualmente pretexto para que a população de Antanhol deixe transparecer toda a sua alegria e boa disposição.

PADROEIRA: Nossa Senhora da Alegria

ASSAFARGE:

Embora cada povoação da Freguesia tenha a sua Festa anual, é a festa em hora de Santo Amaro em Carvalhais de Cima, no primeiro sábado de Agosto, a única do meio rural, do concelho de Coimbra, que ocasiona um afluxo considerável de forasteiro à Freguesia.

Para além desta festividade, realizam-se igualmente festas em honra de Nossa Senhora do Rosário, em Assafarge, no princípio de Outubro; de Nossa Senhora da Ajuda em Abrunheira, a 15 de Agosto; de Nossa Senhora da Paz, em Vale de Cântaro, em Fevereiro; de São Sebastião, em Palheira, no primeiro domingo de Setembro e de Nossa Senhora da Conceição, em Carvalhais de Baixo, a 8 de Dezembro.

A propósito da Festa em honra de Santo Amaro, o Prof. Doutor Vergílio Correia escreveu:

“…Demandei nesse tempo a Santo Amaro, guiado por uma indicação do Dicionário Geográfico do Padre Luís Cardoso,no artigo referente a Assafarge «perto deste lugar, para o norte, a mui pouca distancia, está um monte a que chamam do Santo Amaro, por estar no mais alto dele uma capela dedicada ao dito Santo, na grandeza mediana, com seu alpendre e porta principal para o norte; é suposto que não é eminente este monte, dele se descobrem a maior parte da cidade de Coimbra e outras muitas povoações e vilas, lugares e aldeias, o rio Mondego quase por espaço de três léguas, e parte também do campo de Coimbra e para a parte nascente em distancia de oito léguas, se descobre distintamente a grande Serra da Estrela…».

Encontrei a ermida tal como a descrevia a Dicionário. No dia brumoso em que a visitei pela primeira vez entretinha-se o sacristão em expor as magras resteas de um sol invernal uma série de grosseiros ex-votos de madeira, que a chuva havia passado […].

Voltei a vê-la no primeiro Domingo de Agosto seguinte, o único dia em que se festejava já o padroeiro. Alguma gente de Coimbra vinha pelas Lajes e os Cavalhais, violas zangarreando, raparigas entoando, o seu tudo-nadimha de impertinência citadina que descambava por vezes em correrias e contusões. O grosso da afluência era de longe, constituída por grupo vindo de montante do rio, dos lados do Dianteiro, Penacova, potares e Miranda, chegados na véspera com os sacos de famel, e que haviam passado a noite no adroe terrenos adjacentes, as moças e moços dançando e cantado, os velhos vigiando a sua prole e a dos vizinhos da aldeia, beberricando em volta das pipas alçadas dos carros bois ou encapuchadas pelos toldos e ramalhos. Uma ausência de dois decénios tornoou particularmente agradável a visita que há dois anos no dia da festa fiz ao lugar. Pareceu-me que nada mudara, na massa devora, - cujo trajos mal se modificaram -, tirando que as moças de agora eram as filhas das que então levavam a noite a bailar em honra do Santo. O que mudara bastante fora o edifício, sobre cuja capela mor um prior faustuoso fizera erguer um cubelo maciço, do alto do qual, entre candelabros de ferro, uma estatua de tamanho natural, olha a paisagem montaneira, donde os seus romeiros ocorrem. Este intento de monumentalização do eremitério prosseguiu no fortalecimento estilização do alpendre.

Na manha soalhenta de 15 (1937) tudo era solidão e silencio em volta do santuário. Ao longe, sobre o vale do Mondego e a Serra da Lousã, as nuvens acastelavam-se. Porém Coimbra, luminosa e alva, continuava a sorrir ao sol, mais alto que as nuvens.

Ambiente propício a recordações… MAS para que recordar enquanto se puder reviver!”.

PADROEIRA: Nossa Senhora da Conceição

GASTRONOMIA
No âmbito da gastronomia regional, as festas e as marchas populares são ocasião para que apareça muito do que vai por dentro das gentes da terra. As cozinhas enchem-se com os sabores de criar agua na bocas. É a chanfana que se prepara com imensa paciência e tempo, nos característicos tachos de barro, postos a cozer lentamente em vinho tinto, ao calor do forno, onde se cozeu a broa de milho. Ao lado, prepara-se um arroz-doce que aqui serve como toda a doçaria, para regalar apetites e também para distribuir em pratinhos decorados a primor, distribuídos de porta em porta, como que a anunciar e a pedir uma contribuição, para o casamento próximo e anunciado. Quando chegar o dia de casar, a sopa tem nome e diz quem provou e sabe, que não há iguaria tão saborosa como esta «sopa do casamento».

PRATOS TÍPICOS: São iguarias da região, Carne Assada, Migas, Leitão, Cabrito Assado, Chanfana, Broa de Milho, a feijoada, a sopa de carne assada, os carapaus de escabeche, as pataniscas, a sardinha albardada, o rancho, o coelho a caçador e a tradicional Sopa de Casamento.

VINHO DA REGIÃO: São néctares da região, os Vinhos Maduros, tintos e branco.

DOCE REGIONAIS: Fazem parte da doçaria da região, Marmelada, Composta, Arroz Doce e, mais regulamente, Doce de Abóbora com nozes.